A maior ilha do Quebec com uma área comparável à da Córsega, Anticosti abriga a cachoeira Vauréal de 76 metros de altura e a mais longa caverna conhecida do Quebec, num território moldado pela herança de um rico chocolateiro francês.
A história moderna da ilha de Anticosti é inseparável da de Henri Menier, rico chocolateiro francês que adquiriu a totalidade da ilha em 1895 pela quantia então considerável de 125 000 dólares, com o objetivo de convertê-la em um domínio de caça privado. Foi nesta época que foram introduzidos os veados-de-cauda-branca que, livres de qualquer predador natural na ilha, proliferam hoje a ponto de atingirem mais de 115 000 cabeças, representando uma das maiores densidades desta espécie no mundo, mas também uma pressão considerável sobre a regeneração da floresta original, como demonstram os cercados experimentais onde se observa uma vegetação notavelmente mais densa que no exterior. O vilarejo de Port-Menier, único centro habitado da ilha com aproximadamente 260 residentes, recebe seu nome de seu fundador e permanece hoje como o único ponto de entrada do território, acessível apenas por avião ou pelo navio de abastecimento marítimo Bella Desgagnés. O parque nacional, criado para proteger parte deste território insular de 7943 km², apresenta atrações geológicas notáveis: a queda de Vauréal, com 76 metros de altura, despenha-se em um cânion com mais de 90 metros de profundidade e 3,2 km de comprimento, enquanto a gruta da Batata, com 625 metros de comprimento, constitui uma das maiores cavidades subterrâneas do Quebec, explorável com capacete e lanterna frontal fornecidos no local. A Transanticostiana, estrada de terra que atravessa a ilha de oeste a leste por mais de 220 km, serve todo o território e testemunha o isolamento geográfico que confere a Anticosti seu caráter de destino resolutamente fora dos caminhos comuns.
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